Prodi diz que não pretende voltar a se candidatar em 2011

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, anunciou nesta sexta-feira, 20, sua vontade de não voltar a concorrer ao cargo quando a atual legislatura acabar, em 2011, pois a Itália "terá necessidade de outros líderes" políticos.Prodi inaugurou nesta sexta, 20, o que deveria ser o último congresso da formação política de centro Margarida, que, junto aos Democratas de Esquerda - ambos na coalizão de governo -, tem o projeto de criar o Partido Democrata."Minha vontade é que no final desta legislatura minha tarefa possa ser dada por terminada", assinalou Romano Prodi, de 68 anos. Ele afirmou ainda que a "Itália necessitará de novos líderes e uma nova e maior participação política".O congresso do partido centrista Margarida coincide com o do partido Democratas de Esquerda, primeira formação do governo, em um momento em que ambos buscam uma fusão para a criação de uma única legenda, que terá o nome de Partido Democrata.Prodi considerou que o Partido Democrata é "o instrumento para consegui esses objetivos". "O Partido Democrata será o partido da modernização da Itália, porque o reformismo é realizar mudanças antes de anunciar a revolução e certificar a conservação", disse Francesco Rutelli, líder do Margarida, segundo em importância dos 16 que formam a aliança de governo da Itália, em seu discurso.O objetivo de Rutelli é fundar um grupo político à imagem e semelhança do Partido Democrata americano, questão que coloca problemas aos Democratas de Esquerda, já que vários de seus dirigentes querem filiar a nova formação ao Partido Socialista Europeu.Além das diferenças ideológicas há as relativas à liderança, já que ainda não se sabe quem será seu máximo dirigente.Essa formação política, ainda em projeto, "é nosso futuro e nós devemos ir juntos rumo ao futuro", acrescentou o premier.Também estão presentes como convidados no congresso o chefe da oposição, Silvio Berlusconi, líder do Forza Italia, e seus aliados, Pier Ferdinando Casini, presidente dos democrata-cristãos, e Gianfranco Fini, que lidera a direitista Aliança Nacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.