Prodi e Karzai falam repórter italiano seqüestrado

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, fez neste sábado, 17, diversos contatos por telefone, entre eles com o presidente afegão, Hamid Karzai, sobre o caso do jornalista Daniele Mastrogiacomo, seqüestrado no Afeganistão.Prodi disse que espera "realmente que possa haver boas notícias", sobre Mastrogiacomo, que foi capturado em 4 de março por um grupo taleban, junto com um motorista e um tradutor."Acabo de falar por telefone com Karzai, que estava indo de Istambul a Dusseldorf" (Alemanha), disse o primeiro-ministro.Além disso, afirmou que está acompanhando, "segundo a segundo, o desenvolvimento da situação" e está em "contato contínuo com as autoridades de Cabul".O presidente do Comitê de Controle dos Serviços Secretos, Claudio Scajola, citado por meios locais, disse que as negociações para libertar o jornalista "estão caminhando bem".O comandante taleban da província de Helmand (oeste), Ibrahim Hanifi, disse à agência italiana "Ansa", que as negociações para a libertação de Mastrogiacomo e de seu intérprete afegão estão indo adiante de forma positiva.O Governo afegão "prometeu libertar" três talebans presos, disse Hanifi, que acrescentou que "a troca de prisioneiros" deveria acontecer antes da segunda-feira.NegociaçãoHanifi disse, contatado por telefone pela "Ansa" em Cabul, que o Governo afegão "está em dívida com a Itália pelo fato de receber ajuda, por isso, deve fazer algo para libertar o jornalista italiano".Hanifi anunciou na sexta-feira que o motorista afegão Said Agha tinha sido assassinado, ao ficar comprovado que era um espião. O taleban disse que tinha sido comprovado que Mastrogiacomo e o tradutor que o acompanhava no momento do seqüestro, "não são espiões" e que, se o Governo italiano aceitar seus pedidos, poderiam ser libertados.Hanifi reiterou que o grupo exige a retirada das tropas italianas presentes no Afeganistão e a libertação de três importantes talebans presos no país, Abdul Latif Hakimi, Ustad Yasser e Hanif.Na quarta-feira, a associação humanitária italiana Emergency recebeu, em sua base de Cabul, um vídeo no qual Mastrogiacomo dizia ter sido seqüestrado por um grupo talibã, que considera que a entrada do jornalista com outros dois colegas em território afegão foi ilegal.

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