Prodi elege os novos presidentes da Câmara e do Senado da Itália

O novo primeiro primeiro-ministro italiano Romano Prodi conseguiu eleger neste sábado os presidentes da Câmara e do Senado. O líder da Refundação Comunista, Fausto Bertinotti, obteve maioria absoluta na eleição para a Câmara dos Deputados. No Senado, foram precisos quatro votações para eleger o candidato da aliança de centro-esquerda liderada, Franco Marini, por 165 dos 322 votos. A eleição de Bertinotti, candidato único, era considerada certa por todos os partidos políticos, uma vez que nesta votação bastava obter o apoio de metade mais um dos deputados, e a aliança União, de Prodi, tem 347 das 630 cadeiras. O dirigente comunista obteve 337 votos, enquanto o presidente de Democratas de Esquerda (DS), Massimo D´Alema, conseguiu cem, apesar de não ser candidato, e outros deputados, entre eles o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, obtiveram alguns votos isolados. Aos 66 anos e secretário-geral de Refundação Comunista desde 1994, Bertinotti concorreu às eleições gerais de 9 e 10 de abril com a coalizão de Prodi, União, integrada por uma variada gama de partidos que vão da esquerda ao centro moderado. Senado No Senado, Marini, de 73 anos, superou sete vezes o primeiro-ministro Giulio Andreotti, de 87 anos, o qual é apoiado pela centro-direita. O novo presidente do Senado pertencente à formação centrista A Margarida, obteve nove votos a mais que Andreotti. Houve apenas um voto em branco e, ao contrário das votações anteriores, não houve nenhum voto nulo. A proclamação oficial de Marini foi seguida por aplausos dos membros da centro-esquerda, para os quais a eleição era chave para mostrar a união da aliança de Prodi no Parlamento, onde só tem duas cadeiras a mais que a centro-direita. Prodi se mostrou "muito, muito, muito contente" pelo triunfo de Marini e ressaltou que a centro-esquerda conquistou a Presidência das duas câmaras.

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