Prodi lamenta falta de consenso do Conselho de Segurança

"É deplorável que não se tenha chegado a um consenso dentro do Conselho de Segurança", reagiu, em Bruxelas, o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, e o comissário das relações exteriores, Chris Patten, em razão do ultimato de 48 horas lançado esta noite pelo presidente George W. Bush para que Saddan Hussein deixe o Iraque. A Europa preferia o desarmamento pacífico do Iraque e defendia a continuação dos trabalhos dos inspetores das Nações Unidas, mas "a força armada é iminente", acrescentaram Prodi e Patten, por meio do porta-voz Reijo Kemppinen.Provocado sobre a legalidade da guerra no âmbito do Tratado comunitário, logo que Espanha e Reino Unido seguem os Estados Unidos, contrários ao consenso do resto grupo, Kemppinen reiterou ser "deplorável essa situação" e espera que "as Nações Unidas, a União Européia possam tirar alguma lição e reconstruir a união européia sobre política exterior".Os quinze assinaram um documento conjunto do dia 17 de fevereiro em Bruxelas, admitindo o uso da força bélica em caso de decisão do Conselho de Segurança.Emma Udwin, porta-voz do comissário europeu de relações exteriores, Chris Patten, disse que o consenso europeu não "é uma questão jurídica, mas política". Kemppinen explicou que não está previsto no Tratado um consenso, qualquer que seja ele, mas uma discussão em nível interno, e "isto acontecerá".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.