EFE/Ernesto Mastrascusa
EFE/Ernesto Mastrascusa

Produção jornalística ainda é escassa na ilha

Uma das poucas publicações diárias de circulação nacional em Cuba é o Granma, do Partido Comunista cubano

Cláudia Trevisan - Enviada Especial/Havana , O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 01h00

Jornais são algo raro em Cuba. Uma das poucas publicações diárias de circulação nacional é o Granma, do Partido Comunista cubano, batizado com o nome do barco no qual Fidel Castro e outros 81 revolucionários desembarcaram na ilha, em 1956, para iniciar a luta armada contra o presidente Fulgencio Batista.

No sábado, a manchete da publicação era “Raúl recebeu o presidente Maduro”, uma referência aos presidentes de Cuba e da Venezuela. Abaixo, aparecia o relato sobre o hasteamento da bandeira americana na Embaixada dos EUA e a visita do secretário de Estado, John Kerry, a primeira em 70 anos: “Começa um longo e complexo caminho”.

Nas páginas internas, estavam a íntegra da entrevista coletiva concedida pelo americano e pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, e do discurso feito por Kerry na Embaixada dos Estados Unidos em Havana, no qual ele defendeu a democracia e as eleições livres em Cuba.

Além do Granma, que tem apenas oito páginas, os cubanos podem ler o Juventud Rebelde, editado pela Liga da Juventude Comunista. No sábado, o alto da primeira página também era ocupado pelo encontro entre Castro e Maduro. Em seguida, aparecia o texto sobre a visita do secretário americano: “É possível construir relações civilizadas entre Cuba e os Estados Unidos”. Como o Granma, a publicação tem oito páginas.

O repertório de veículos impressos é completado por alguns jornais regionais e pela revista Bohemia, a mais antiga da América Latina. Fundada em 1908, sua direção foi assumida pelos revolucionários de 1959, que a transformaram em mais um meio da propaganda oficial. 

Bohemia é publicada a cada duas semanas, com 82 páginas. A versão online da revista traz discursos Fidel e de Raúl Castro, além de uma série de “reflexões” e “mensagens” do ex-presidente, que se afastou do poder em 2006.

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