Produtor de filme anti-Islã é solto nos EUA

O autor do filme anti-islâmico A Inocência dos Muçulmanos, Mark Basseley Yussef, de 56 anos, que provocou protestos e mortes em países muçulmanos no ano passado, foi solto ontem de uma prisão federal na Califórnia. Youssef, um cidadão americano de origem egípcia, foi condenado em novembro a 1 ano de prisão por violar sua liberdade condicional - referente a uma fraude bancária de 2010.

LOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2013 | 02h08

Durante o julgamento, o cineasta declarou-se culpado por utilizar nomes falsos e usá-los para acessar a internet durante o período da condicional, que coincidiu com o da produção do filme que retratou o Profeta Maomé como tolo e pervertido sexual. Promotores federais, no entanto, ressaltaram que a prisão não teve relação com o conteúdo do filme.

Depois do lançamento do curta, alguns atores americanos disseram que aceitaram participar das gravações por acreditar que as cenas fariam parte de um drama chamado Desert Warrior. Vários relataram ter sofrido ameaças de morte.

Sobre a libertação de Youssef - também chamado pelo seu nome de nascimento, Nakoula Basseley Nakoula, em alguns registros -, o porta-voz do Escritório Federal de Prisões, Ed Ross, afirmou que apesar de ter cumprido a sentença de 12 meses, o produtor vai continuar sob liberdade condicional pelos próximos 4 anos.

Em entrevista ao New York Times, em novembro, Youssef disse que fez o filme para revelar "a verdade" sobre Maomé e para chamar atenção para as violências cometidas "em nome de Alá". No entanto, no mês passado, em entrevista à CNN, o cineasta amenizou sua opinião. "Eu nunca pensei que meu filme pudesse causar problema ou levar a morte de qualquer pessoa." / REUTERS

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