AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Produtora de cerveja venezuelana acusa Maduro de perseguição

Polar retomou a produção de cerveja, interrompida há dois meses por falta de matéria prima

O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2016 | 18h26

CARACAS - As Empresas Polar, maior produtora de alimentos e bebidas da Venezuela, voltaram a acusar, nesta segunda-feira, 25, o governo chavista de perseguição. A companhia retomou a produção de cerveja, interrompida há dois meses por falta de matéria prima. A Polar acusa Maduro de vetar acesso a dólares para empresas privadas. 

"Fomos inspecionados 17 vezes pelo Ministério do Trabalho, pela Guarda Nacional e o Serviço Bolivariano de Inteligência", disse a diretora geral da Cervejaria Polar, Marisa Guinand. "Todas elas com um nível grande de intimidação e acosso."

A executiva também criticou a iniciativa do governo de fiscalizar a empresa enquanto o chavismo defende um diálogo com a oposição e os setores produtivos. "Queremos produzir e trabalhar em paz. Exigimos o fim das pressões a que somos submetidos constantemente", disse Marisa. 

A empresa interrompeu a produção de cerveja em 29 de abril. No dia 6, as operações foram retomadas após um empréstimo de US$ 35 milhões obtidos com o banco espanhol BBVA. / EFE 

 

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