Kevin David|Futura Press
Kevin David|Futura Press

Produtores de maconha legal nos EUA tentam driblar obstáculos de regulamentação federal

Questões fiscais, acesso a financiamento, transações bancárias e a descentralização da produção prejudicam iniciativa, mas preço já começa a baixar

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2017 | 15h46

WASHINGTON - Legalizados nos Estados Unidos a nível estadual – em 29 Estados e em Washington DC –, produtores de maconha enfrentam obstáculos para operar que provêm da proibição da droga a nível federal. Entre eles estão questões fiscais, acesso a financiamento, transações bancárias e a descentralização da produção para locais onde a droga ainda é proibida, mas a mão de obra é mais barata, segundo a revista britânica The Economist

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Em virtude de regras de impostos federais adotadas ainda nos anos 80 que tinham como objetivo coibir o narcotráfico, produtores de maconha legalizada perdem cerca de 70% da receita em impostos para o governo. 

Além disso, como a maconha ainda é classificada pelo governo federal como uma droga ilegal, as empresas também não podem transportar insumos para sua produção para além dos Estados no qual a droga é legalizada. 

O acesso a bancos também é restrito, o que faz com que grandes quantidades de dinheiro sejam transportadas em carros-fortes entre as sedes. 

Outro problema envolve a estruturação dessas empresas. Normalmente, setores como análise de desempenho e recursos humanos seriam transferidos para outros Estados, mas no caso da produção de maconha isso também não acontece. 

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O financiamento dessas firmas, que por regulamentação federal não pode ser incentivado nos Estados Unidos, faz o caminho inverso, no entanto. Os recursos são buscados em investidores canadenses, que dão o capital inicial para muitas produtoras. 

O resultado disso é o aumento da competição, e com ele, a queda do preço e a quebra dos cartéis ilegais. A libra de maconha custava há dois anos no Colorado US$ 2 mil. Hoje o preço é de US$ 1,3mil. 

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