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Professor de Harvard se lança como pré-candidato democrata nos EUA

Sua campanha defende a aprovação da Lei de Igualdade Cidadã; que deve iniciar uma profunda reforma do sistema eleitoral e de financiamento de candidatos

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 20h09

WASHINGTON - O professor de Direito da Universidade de Harvard, Lawrence Lessig, anunciou nesta quarta-feira, 9, sua pré-candidatura à presidência dos Estados Unidos para "devolver a democracia aos cidadãos" e mudar um sistema eleitoral que, segundo sua opinião, cedeu poder à oligarquia.

Lessig, que espera ganhar indicação presidencial do Partido Democrata, orienta sua campanha essencialmente em aprovar a Lei de Igualdade Cidadã, que deve iniciar uma profunda reforma do sistema eleitoral e de financiamento de candidatos.

Se for eleito e este projeto de lei conseguir a autorização do Congresso, o pré-candidato à Casa Branca na eleição de 2016 prometeu renunciar e ceder o poder a seu vice-presidente.

Lessig lançou oficialmente sua candidatura hoje em Claremont, New Hampshire, Estado escolhido por ter sido o lugar no qual em 1995 o então presidente, Bill Clinton, e o presidente da Câmara dos Deputados, Newt Gingrich, decidiram trabalhar por uma reforma do sistema de financiamento eleitoral que nunca saiu do papel.

"A nossa já não é uma democracia representativa", comentou o professor ao anunciar sua candidatura.

Lessig afirmou que o Congresso é uma instituição "corrupta" que está mais influenciada por grupos de pressão e uma oligarquia milionária que fez com que nos Estados Unidos "não haja conexão entre o que o eleitor médio deseja e o que o governo finalmente faz".

O acadêmico citou estudos que apoiam a ideia que essa conexão direta com o governo só beneficia às grandes fortunas, especialmente desde que a legislação de financiamento eleitoral se nutre principalmente com fundos dos obscuros Comitês de Ação Política, sem limites de dinheiro.

Lessig, que conseguiu arrecadar US$ 1 milhão em um mês para sua campanha, enfrentará pela indicação democrata a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, o senador Bernie Sanders, o ex-governador de Maryland, Martin O'Malley, o ex-secretário da Marinha, Jim Webb, e o ex-governador de Rhode, Island Lincoln Chafee. / EFE

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