Professor detido aceita convite para ir à Casa Branca

O professor Henry Louis Gates Jr., da Universidade de Harvard, informou que aceitou o convite do presidente dos EUA, Barack Obama, de visitá-lo na Casa Branca junto com o policial que o prendeu, o sargento James Crowley. Na sexta-feira, Obama reconheceu que escolheu mal as palavras usadas no seu comentário de que o policial branco "agiu de maneira estúpida" ao prender o professor negro de Harvard que tentava entrar em sua própria casa.

AE-AP, Agencia Estado

25 de julho de 2009 | 13h16

Obama telefonou na sexta-feira tanto para o sargento Crowley quanto para o professor Gates, que é seu amigo. Gates disse ao Boston Globe por e-mail na noite de sexta-feira que falou com Obama e informou que se reuniria com o sargento Crowley. "Toda a minha carreira acadêmica tem sido baseada em melhorar as relações raciais, e não em exacerbá-las", disse Gates no e-mail, acrescentando que "esse é o momento de seguir em frente e avaliar o que podemos aprender desta experiência".

O professor, amigo de Obama, foi detido no dia 16, quando voltou de uma viagem ao exterior e encontrou a porta de sua casa, em Massachusetts, travada e a forçou. Uma mulher viu a cena, achou que fosse um ladrão e chamou a polícia, que após uma discussão deu voz de prisão ao acadêmico. Obama disse à emissora de televisão ABC que tem "extraordinário respeito" pelos desafios e dificuldades que os policiais enfrentam todos os dias em seu trabalho. Mas, ao mesmo tempo, afirmou que acredita que não era necessário prender o professor Henry Louis Gates Jr.

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