Professor morreu ao proteger alunos durante tiroteio

O caso do massacre da Virginia Tech já tem um herói. É o professor Liviu Librescu, de 76 anos, que morreu tentando proteger seus alunos da ação do atirador sul-coreano que assassinou 32 pessoas na universidade americana, na segunda-feira, 16.Librescu, judeu de origem romena, era um engenheiro aeronáutico e funcionário da universidade havia mais de 20 anos. Ele salvou a vida de muitos estudantes bloqueando as portas de sua sala de aula antes de ser baleado no massacre, que coincidiu com o dia que lembra o Holocausto judeu.O professor emigrou da Romênia para Israel na década de 70, graças à intervenção pessoal do então primeiro-ministro israelense, Menachem Begin.Segundo Arieh Librescu, um dos filhos do acadêmico, o assassino atirou nele "através da porta" quando tentava bloquear o acesso à sala de aula. "Quando os alunos viram que ele não saiu pela janela, compreenderam o que tinha acontecido", acrescentou.Librescu lecionava na Faculdade de Engenharia e Mecânica, onde a maioria das vítimas morreu. Em 1984, após dar aulas vários anos em duas universidades israelenses, ele foi para os EUA para um ano sabático, mas acabou se radicando no país. "Gostava muito do que fazia, era sua paixão", afirmou sua nora.A família confirmou que pediu a repatriação do corpo para que possa ser enterrado em Israel.O presidente da Universidade de Haifa, Aaron Ben Ze?ev, afirmou em comunicado que os incidentes na Virgínia "lembram a importância de educar toda a sociedade na tolerância e na santidade da vida".Ben Ze´ev enviou uma mensagem de pêsames ao presidente da Virginia Tech, Charles Steger, no qual expressou que "os estudantes e acadêmicos da Universidade de Haifa estão horrorizados pelo trágico incidente".

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