2020 Democratic National Convention/Pool via Reuters
2020 Democratic National Convention/Pool via Reuters

Professora, futura primeira-dama dos EUA manterá emprego 

Jill Biden, mulher do presidente eleito Joe Biden, não abre mão do trabalho; das que a precederam, nenhuma sustentou uma carreira profissional em tempo integral enquanto esteve na Casa Branca 

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2020 | 04h00

WASHINGTON - O novo governo americano será histórico por uma série de razões. Entre elas está o fato de a futura primeira-dama, Jill Biden, ter estabelecido uma abordagem diferente para seu papel. Ela deve se tornar a primeira ocupante do posto a manter seu emprego de tempo integral fora da Casa Branca. 

Das mulheres que a precederam, nenhuma sustentou uma carreira profissional em tempo integral enquanto esteve na Casa Branca. “Elas sempre limitaram suas atividades a ser primeira-dama”, disse Myra Gutin, historiadora de primeiras-damas e professora de comunicação na Rider University. “Então, isso é muito especial. É muito diferente.”

Segundo Gutin, não existe uma descrição oficial do cargo para a primeira-dama e cada uma define o papel de maneira única. Normalmente, a primeira-dama cobre três áreas centrais em seu trabalho: cerimonial, política e de defesa de alguns temas.

"Eleanor Roosevelt escreveu uma coluna regular durante anos, mesmo enquanto esteve na Casa Branca, mas esse trabalho não era em tempo integral”, diz Gutin. “E todo dinheiro que Eleonor ganhou foi doado.” 

Jill disse que diariamente irá da Casa Branca para o Northern Virginia Community College – cerca de 13 km de distância –, onde leciona inglês há uma década. Em seu vídeo de introdução durante a Convenção Democrata, Jill deixou claro que poderia fazer os dois trabalhos: de primeira-dama e professora. 

Ela conseguiu continuar lecionando em tempo integral quando serviu como segunda-dama por oito anos – seu marido, Joe Biden, foi vice de Barack Obama. Quando questionada em agosto, durante entrevista à CBS, sobre seus planos casos Biden vencesse a eleição presidencial, Jill respondeu: “Sim, vou continuar ensinando. Eu sou professora. É o que eu sou.”

Seu porta-voz, Michael LaRosa, disse que o papel de Jill como primeira-dama terá “como objetivo construir sua equipe e desenvolver suas prioridades com foco na educação, famílias de militares e veteranos e câncer”.

Historicamente, as primeiras-damas dos EUA estão entre os atores políticos mais importantes na Casa Branca como conselheiros de confiança do presidente, de acordo com o Instituto Baker de Políticas Públicas da Rice University. / W.Post

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