Professores continuam mobilizados no Peru

Milhares de professores continuaram se manifestando nas ruas de várias cidades do Peru para exigir um aumento de salários e em um claro sinal de resistência ao governo do presidente Alejandro Toledo, que decretou estado de emergência no país por 30 dias. As marchas, no entanto, se desenrolaram pacificamente, sob a férrea vigilância das Forças Armadas e dos policiais que controlam a ordem pública há uma semana, em razão do regime de exceção. Na cidade andina de Ayacucho, 330 km a sudeste de Lima, a capital, os docentes convocaram uma gigantesca mobilização - a maior já vista na cidade -, que reuniu pelo menos 20.000 pessoas, segundo testemunhas. Os professores marcharam ao lado de grupos de estudantes e mulheres de restaurantes comunitários, que aderiram à mobilização. "O povo não se rende", gritavam os manifestantes, em meio a outras frases em que criticavam Toledo. Na cidade de Chimbote, na costa norte do país, 1.600 professores da rede pública percorreram a avenida principal gritando lemas em favor da greve, que prossegue há 24 dias. Também em Trujillo, 1.500 docentes marcharam pacificamente pelas imediações da praça principal. Enquanto isso, as negociações entre o governo e os representantes dos professores pareciam ter chegado a um impasse, depois que os dirigentes da categoria disseram que a greve continuará até que obtenham uma oferta de aumento salarial superior aos 100 soles (US$ 28,7) oferecidos pelo governo.

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