Professores fazem greve nacional no Chile

Com o apoio de estudantes, sindicato pede melhores salários para profissionais e participação na reforma educacional do governo

O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 11h43

SANTIAGO DO CHILE - Professores do Chile, com o apoio de estudantes, fazem nesta quarta-feira, 25, uma greve nacional e se manifestam pelo país pedindo melhores salários e participação na reforma educacional promovida pelo governo.

Na terça-feira, o presidente do Sindicato dos Professores, Jaime Gajardo, afirmou que os educadores não iriam até as escolas, mas se reuniriam em locais públicos. "A passeata em Santiago se reproduzirá em todas as regiões (do país)."

Segundo Gajardo, com a manifestação, o sindicato quer propor um projeto de lei para substituir a prática de muitos colégios de contratar professores em março e os demitir em dezembro por uma fórmula de contrato de prazo fixo.

"Também queremos uma participação real no debate dos projetos da reforma educacional", disse Gajardo sobre a iniciativa da presidente Michelle Bachelet, que os estudantes consideraram "insuficiente e pouco representativa" e já motivou duas grandes manifestações.

O governo enviou ao Congresso os primeiros projetos de lei para a reforma que prioriza o fim do co-pagamento pelos pais em estabelecimentos que recebam subsídio estatal, a eliminação do lucro e dos processos de seleção em todos os colégios. / EFE

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