Professores nigerianos protestam contra sequestro de meninas e mortes de colegas

Professores nigerianos entraram em greve e realizaram manifestações em todo o país nesta quinta-feira, em protesto contra o sequestro de mais de 200 estudantes pelo grupo islâmico Boko Haram, e pelas mortes de quase duas centenas de professores nos últimos anos.

Reuters

22 Maio 2014 | 11h17

Homens do Boko Haram invadiram uma escola na cidade remota de Chibok, nordeste do país, em 14 de abril, colocando cerca de 270 garotas em caminhões. Desde então, mais de 50 escaparam, mas pelo menos 200 permanecem em cativeiro, assim como diversas outras garotas sequestradas anteriormente.

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores, Micheal Alogba Olukoya, disse a repórteres que o Boko Haram, cujo nome significa “A educação ocidental é pecaminosa”, matou 173 professores nos últimos cinco anos.

Em Maiduguri, capital do Estado de Borno, no nordeste do país, onde a insurgência é mais intensa, cerca de 40 professores marcharam pelas ruas até o gabinete do governador Kashim Shettima, clamando pelo retorno das meninas e pedindo mais segurança nas escolas.

O presidente nigeriano Goodluck Jonathan e os militares têm sofrido intensas críticas por conta da lenta reação ao sequestro em massa, embora na semana passada a Nigéria tenha aceitado a ajuda dos EUA, da Grã-Bretanha, da França e da China para ajudar a encontrar as estudantes.

(Por Joe Penney, Camillus Eboh, Angela Ukomadu e Seun Sanni)

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