Programa biológico da Al-Qaeda está avançado, diz relatório

Descobertas feitas no Afeganistão mostram que as pesquisas de armas biológicas da Al-Qaeda estão mais avançadas do que os Estados Unidos inicialmente supunham, afirma um novo relatório dos serviços de inteligência. Se, por um lado, os terroristas ainda preferem as bombas convencionais e outros métodos tradicionais de ataque, por outro, estão ficando cada vez mais interessados em usar venenos, vírus e outros armamentos biológicos, afirma o relatório norte-americano."Os terroristas estão se interessando mais na possibilidade de usar armas biológicas como uma forma relativamente barata de causar sérios prejuízos", adverte o estudo. Rastros de antraz foram encontrados no Afeganistão, afirmaram funcionários norte-americanos. Além disso, um grupo islâmico extremista, que tem vínculos com a Al-Qaeda no norte do Iraque, parece ter conduzido alguns testes com ricina, um veneno simples."Documentos e equipamentos encontrados nas instalações da Al-Qaeda no Afeganistão mostram que Bin Laden tem um programa de pesquisas em armas biológicas mais sofisticado do que havia sido inicialmente descoberto", diz o relatório.O texto foi submetido ao Congresso pelo diretor da CIA, George J. Tenet, quase seis meses depois do prazo. Aborda em que situação estavam, no final de 2001, os avanços de vários países em armas nucleares, químicas e biológicas, mísseis de longo alcance e armas convencionais de tecnologia avançada.O estudo repete as acusações já feitas em relatórios anteriores, afirmando que o Irã, a Coréia do Norte e o Iraque têm programas clandestinos para desenvolver esse tipo de armamento, mas cita poucos novos casos em particular.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.