Korean Central News Agency/Korea News Service via AP
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Programa de mísseis da Coreia do Norte avança mais rápido que o esperado, diz Seul

Regime de Kim Jong-un busca desenvolver um míssil equipado com uma ogiva nuclear capaz de atingir o território americano

O Estado de S.Paulo

16 Maio 2017 | 10h07

SEUL - O programa de mísseis da Coreia do Norte está progredindo mais rápido do que o esperado, disse o ministro da Defesa da Coreia do Sul nesta terça-feira, 16, horas depois de o Conselho de Segurança da Organização da ONU exigir que Pyongyang interrompa todos os testes nucleares e de mísseis balísticos, e repudiar um lançamento realizado no domingo.

O regime recluso de Kim Jong-un, que desafia todos os pedidos para que contenha seus programas de armas - até mesmo de sua única grande aliada, a China -, busca desenvolver um míssil equipado com uma ogiva nuclear capaz de atingir o território americano.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a interrupção imediata das provocações de Pyongyang e alertou que a "era da paciência estratégica" com o Norte acabou. O embaixador de desarmamento dos EUA, Robert Wood, disse que a influência chinesa é essencial e Pequim pode fazer mais.

O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, disse ao Parlamento que o teste de lançamento foi "bem-sucedido em voo". "É considerado um IRBM (míssil balístico de alcance intermediário) de calibre reforçado quando comparado aos mísseis Musudan, que têm fracassado continuamente", afirmou, referindo-se a uma classe de mísseis concebidos para viajar de 3 mil a 4 mil quilômetros. Indagado se o programa de mísseis norte-coreano está evoluindo mais rápido do que Seul esperava, ele respondeu: "Sim".

A agência de notícias oficial da Coreia do Norte, KCNA, relatou que o disparo de domingo testou a capacidade do míssil para transportar "uma ogiva nuclear pesada e grande". Na segunda-feira, embaixador norte-coreano na China disse em Pequim que seu país irá continuar com os testes de lançamento "a qualquer hora, em qualquer lugar".

O míssil percorreu 787 quilômetros em uma trajetória que alcançou a altitude de 2.111,5 quilômetros, relatou a agência.

A Coreia do Norte ameaça com frequência destruir os EUA, que a acusa de ter levado a península coreana à beira de uma guerra nuclear por ter realizado exercícios militares com a Coreia do Sul e o Japão recentemente.

Trump e o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, irão se encontrar em Washington em junho, e a Coreia do Norte deve ser um dos principais tópicos em pauta, informou a Casa Azul, residência presidencial sul-coreana.

Em um comunicado unânime, o Conselho de Segurança da ONU disse ser de importância vital que a Coreia do Norte mostre um "comprometimento sincero com a desnuclearização por meio da ação concreta e enfatizou a importância de se trabalhar para reduzir as tensões". / REUTERS

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