Programa de urânio norte-coreano não é crise, dizem EUA

Enviado especial norte-americano diz que é 'um acontecimento infeliz' e ficou surpreso com a capacidade de produção do complexo nuclear

Efe

22 de novembro de 2010 | 03h28

SEUL - O enviado especial americano para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, disse nesta segunda-feira, 22, em Seul que a revelação de que a Coreia do Norte poderia ter instalações para processar urânio "é decepcionante", embora não representa uma crise.

Bosworth chegou no domingo a Seul na primeira parada de uma viagem pela Ásia, que a levará a Tóquio e Pequim, a fim de tratar sobre o programa nuclear da Coreia do Norte com outros participantes das paralisadas negociações de seis lados, que integram as duas Coreias, Estados Unidos, China, Rússia e Japão.

O enviado americano disse que a possibilidade de que o regime comunista de Kim Jong-il tenha expandido seu programa para o enriquecimento de urânio "não é de ajuda", mas apesar de ser "um acontecimento infeliz, não é uma crise".

Segundo publicou este fim de semana o jornal The New York Times, no início deste mês a Coreia do Norte mostrou um complexo secreto para o enriquecimento de urânio ao ex-diretor do Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA) Siegfred Hecker.

Em entrevista, Hecker afirmou que ficou surpreso com a capacidade do complexo, no qual viu centenas de centrífugas recém instaladas em uma velha planta processadora de combustível.

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