Programa nuclear do Irã deve ser apoiado, diz Kadafi

O presidente da Líbia, Muamar Kadafi, defende que o Irã deva ser encorajado a manter seu programa nuclear, contanto que seja para fins pacíficos. O comentário do líder líbio foi feito durante a sessão de abertura da reunião de cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal, na sigla em inglês), iniciada hoje no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, na costa do Mar Vermelho.

AE-AP, Agencia Estado

15 de julho de 2009 | 09h41

Kadafi, cujo país abandonou em 2003 seus programas de armas químicas e biológicas, disse considerar injusto que o Irã seja pressionado a suspender suas atividades de enriquecimento de urânio se alega usar suas usinas atômicas com propósitos estritamente pacíficos. Segundo ele, a república islâmica, que é um dos 118 integrantes do Noal, deveria ser proibida apenas de buscar armas nucleares.

O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas. Os Estados Unidos e Israel acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega e diz que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica e já declarou em diversas ocasiões que não pretende interromper suas atividades nucleares.

Responsável por acompanhar a obediência às regras do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) por parte dos signatários do acordo, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), considera o programa nuclear civil do Irã dentro da legalidade.

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