EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Proibido de ir à Cúpula das Américas, Maduro ironiza queda de PPK no Peru

Em uma série de tuítes, o presidente da Venezuela ridicularizou o ex-presidente peruano; nesta semana, Maduro foi proibido de ir ao encontro de líderes no país, em abril

O Estado de S.Paulo

21 Março 2018 | 17h36

Poucos minutos depois da confirmação da renúncia do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski (PPK), nesta quarta-feira, 21, depois de denúncias de corrupção e compra de votos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, usou sua conta no Twitter para tirar sarro de PPK.

+ Presidente do Peru renuncia antes de sofrer impeachment por elo com Odebrecht

Primeiro, compartilhou um tuíte em que PPK aparecia afirmando que “a América Latina é como um cachorro simpático para os Estados Unidos”. Logo em seguida, retuitou também um post de um chavista que mostra PPK reunido com três líderes da oposição da Venezuela, entre eles Julio Borges, Henrique Caprilles e Antonio Ledezma.

Em outro tuíte, Maduro compartilhou a publicação do vice-ministro de Comunicações da Venezuela, William Castillo, que mostra PPK cumprimentando de modo efusivo Antonio Ledezma. “Esta foto desempenhou um papel decisivo na tragédia política de @ppkamigo. Você não pode testar o destino e brincar com as forças do inferno como o vovô monstro [referência a Ledezma]”.

+ Fujimorismo divulga vídeo de aliados de PPK negociando votos para impedir impeachment

Em seguida, Maduro postou um clipe de uma festa em homenagem à Hugo Chávez, e um post do chavista Yuri Pimentel dizendo: “Embora pareça risível, o Peru, na qualidade de anfitrião da próxima Cúpula das Américas, propôs como tema central a resposta aos efeitos da corrupção nas instituições democráticas. Tem que ser cara dura”.

Maduro e Kuczynski eram desafetos políticos. No mês passado, o governo peruano anunciou que Maduro era bem-vindo à próxima Cúpula das Américas. PPK, logo ao assumir a presidência do Peru, fez questão de empunhar a bandeira anti-chavista e se transformou na principal liderança latino-americana a combater a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela. Ele capitaneou os esforços do Grupo de Lima, a reunião de países que buscava uma saída para a crise da Venezuela, e o Peru vai sediar a Cúpula das Américas, em abril, cujo tema principal envolve a Venezuela.

Um dos principais nomes do chavismo, Diosdado Cabello também ironizou a queda de PPK. “Agora vai, se Pedro Pablo Kuczynky decidiu renunciar, diante de sua incapacidade moral, eu me pergunto: quem vai abanar a cauda para o chefe do imperialismo em Lima? Que pena desse senhor. Outra questão: e agora quem vai liderar o grupo de horrorosos [referência ao Grupo de Lima, em um trocadilho intraduzível? Essas coisas me deixam triste !! jijiji”.

Em seguida, Cabello escreveu: "Eu tenho outra pergunta inocente: o que acontece se eu estou organizando uma festa, ou reunião, sarau, eu não digo cúpula porque eu acho horrível, e de repente eles me dizem que você não pode ir? O que eu faço: eu chego de penetra, eu chamo um coringa, eu denuncio maduro? Espero respostas por favor, ainda estou muito triste.”

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.