Proibir judeus de construir assentamentos é 'injusto', diz Lieberman

Para chanceler israelense, exigência é oportunidade de fazer pressão sobre Israel

Agência Estado

17 de março de 2010 | 14h44

Os pedidos internacionais para que sejam congeladas as construções em assentamentos de Jerusalém Oriental "não são razoáveis", afirmou hoje o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman. Ele falou durante entrevista coletiva ao lado da chefe da política externa da União Europeia, Catherine Ashton.

 

Veja também:

linkIsrael reabre Esplanada das Mesquitas

linkPalestinos fazem 'Dia de Fúria' em Jerusalém

"Essa demanda para proibir judeus de construir em Jerusalém Oriental é totalmente injusta", afirmou Lieberman. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado independente.

"Eu acho que essa exigência ocorre, de várias maneiras, como uma oportunidade para a comunidade internacional ir para cima de Israel e aplicar pressão sobre o país, para exigir coisas que não são razoáveis", disse.

 

Lieberman se referiu às reprovações dos EUA, da ONU, da União Europeia e de vários outros países sobre a decisão de Israel de construir mais 1.600 casas em Jerusalém Oriental. A área leste da cidade sagrada foi tomada pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias de 1967 e não é reconhecida pela ONU como território israelense.

 

O anúncio ocorreu durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, para tentar fazer com que fossem retomadas as negociações de paz entre israelenses e palestinos, paralisadas há 15 meses. O congelamento da construção de novas casas é uma exigência dos árabes para que o diálogo recomece, principalmente em Jerusalém Oriental, área reclamada por eles como capital de seu futuro Estado.

 

A cidade, aliás, foi palco de enfrentamentos entre palestinos e a Polícia de Israel durante a semana. Além de protestarem contra os novos assentamentos, os árabes se manifestaram contra o fechamento de cinco dias da Cisjordânia, regulando o acesso à área israelense da cidade. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.