Loulou d'Aki/NYT
Loulou d'Aki/NYT

Projeto de lei da Suécia endurece política migratória

Novo plano só concederá permissão de residência permanente para refugiados que cumprirem requisitos de renda ou domínio do idioma sueco

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2021 | 05h00

ESTOCOLMO - A Suécia apresentou no dia 8 um projeto de lei que deve endurecer a política migratória no país. Apresentado pelo governo social-democrata, o plano substituirá a atual legislação temporária, vigente desde 2016 e prorrogada em 2019 por falta de consenso político sobre uma lei permanente. 

De acordo com o plano, os refugiados receberão permissões de residência de três anos, que só serão transformadas em direitos de residência permanente se seus portadores cumprirem requisitos de renda ou domínio do idioma sueco.

Antes de 2016, as permissões de residência permanente eram de fácil obtenção, e a legislação sueca era considerada uma das mais acolhedoras da Europa.

Em relação a sua população, a Suécia foi o país da União Europeia que mais acolheu refugiados em 2015 -- mais de 160 mil pessoas, muitas delas vindas da Síria.

Em uma década, o país de 10,3 milhões de habitantes concedeu asilo e permitiu a reunião familiar para mais de 400 mil pessoas, segundo as autoridades de imigração.  

Com a ascensão do partido anti-imigração Democratas da Suécia, os principais partidos deram uma guinada rumo a uma política mais rígida nos últimos cinco anos, o que levou a uma queda das permissões de residência.  A nova lei deve entrar em vigor em julho. /AFP

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