Projeto de lei pune empresas que ajudarem a erguer muro entre EUA e México

Projeto de lei pune empresas que ajudarem a erguer muro entre EUA e México

Proposta de legisladores da Califórnia determina que fundos de pensão do Estado, os maiores do país, retirem seus investimentos de companhias que se comprometam com a polêmica construção

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 00h08

LOS ANGELES - Três legisladores da Califórnia apresentaram um projeto de lei que busca punir qualquer companhia que trabalhe na proposta do presidente Donald Trump de construir um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México. O texto pede que os fundos de pensão públicos do Estado - os maiores do país - retirem seus investimentos de empresas que se comprometam com a construção.

“Os californianos constroem pontes, não muros”, disse em comunicado o assemblista democrata Phil Ting, um dos proponentes da lei. “É um muro da vergonha e não queremos ter nenhuma relação. A história dos imigrantes é a história dos Estados Unidos e isso é uma vergonha”, acrescentou.

O Projeto de Lei 946 foi apresentado logo que a Oficina de Alfândega e Proteção Fronteiriça solicitou, na semana passada, propostas de desenho para a barreira de cerca de 3,2 mil quilômetros de comprimento e que pode custar pelo menos US$ 15 bilhões.

Se a lei for aprovada, os fundos de aposentadoria dos funcionários públicos e de professores, que contam com  US$ 312 bilhões e  US$ 202 bilhões, respectivamente, terão de liquidar em um ano qualquer investimento que tenham feito em uma companhia relacionada ao muro.

“As políticas de contratação e investimento do Estado devem refletir nossos valores. É claro que as pessoas na Califórnia não querem investir nos valores de ódio que Trump representa”, disse a assemblista Lorena González Fletcher, co-autora do texto.

O projeto segue propostas semelhantes em outros Estados americanos. Um legislador de Nova York propôs uma lei pedindo que o Estado boicotasse as empresas que trabalhassem no muro. Uma proposta similar foi apresentada também em São Francisco.

As construtoras mexicanas foram advertidas a não trabalhar nesta obra, e o grupo francês Vinci adiantou que não teria interesse em participar da construção do muro. /AFP

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