Projeto de presidente ajuda no retorno de emigrantes ao Equador

Sebastián Avilez dirige seu táxi pelas ruas de Quito sem reclamar da baixa tarifa cobrada pela cooperativa local, que começa a rodar em US$ 0,35 e raramente rende corridas mais caras que US$ 3. O motorista viveu 12 anos em Granada, na Espanha, para onde emigrou fugindo da pobreza provocada pelo colapso bancário e congelamento das poupanças do final da década de 90, assim como fizeram outros 3 milhões de equatorianos.

QUITO, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2013 | 02h05

O taxista voltou ao Equador há três meses, incentivado pela crise na zona do euro, que só entre os imigrantes espanhóis provocou uma taxa de desemprego de 35%.

Com o auxílio de um Plano de Retorno do governo do presidente Rafael Correa, decidiu voltar. Só em 2012, o número de imigrantes equatorianos na antiga metrópole caiu 4,55%, segundo o governo espanhol. Cerca de 360 mil ainda vivem na Espanha

"Eu deixei o Equador fugindo da pobreza. Não era fácil encontrar trabalho na Espanha. A vida do estrangeiro é muito dura", conta o motorista. "Você passa dificuldades, existe muito racismo, apesar de falarmos espanhol, os espanhóis não nos entendem e nos discriminavam por pensar que estávamos tirando os empregos deles."

Avilez chegou a trabalhar na construção civil, mas com o agravamento da crise na Espanha nos últimos anos vinha tendo problemas para encontrar emprego. A gota d'água foi quando seus filhos foram discriminados na escola. "Zombavam das crianças porque seus pais vieram de um país pobre", relata.

Segundo ele, o Plano de Retorno prevê facilidades fiscais e de transporte para os bens dos que emigraram, além de ajuda na hora de encontrar um emprego no Equador. "Graças ao meu presidente, meu país está melhor e o governo deu facilidades para o equatoriano que retorna", afirma o taxista. / L.R.

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