Promotor acusa 200 pessoas por terrorismo no Egito

O procurador-chefe acusou neste sábado 200 supostos militantes de serem responsáveis pela realização de ataques terroristas, que mataram 40 policiais e 15 civis, e de conspirarem com o grupo militante palestino Hamas em um dos maiores casos relacionados com o terrorismo no Egito.

Agência Estado

10 Maio 2014 | 16h13

Os acusados, 98 dos quais continuam soltos, são suspeitos de fazerem parte do grupo Ansar Beit Al-Maqdis, ou Campeões de Jerusalém, inspirado na Al-Qaeda, que assumiu a responsabilidade pela onda de ataques realizados após a destituição pelo Exército do presidente islamita Mohammed Morsi.

O comunicado do procurador se refere ao grupo como "o grupo terrorista mais perigoso" e acusa os réus de terem recebido treinamento militar na Faixa de Gaza palestina com o patrocínio do Hamas, e de viajarem à Síria onde eles participaram de um confronto contra forças governamentais na região antes de retornarem ao Egito.

As autoridades acusam a Irmandade Muçulmana, de Morsi, de orquestrar a violência no Egito, o que é negado pelo grupo.

Segundo o comunicado do procurador, os réus realizaram 15 ataques nos últimos meses, incluindo uma explosão de uma bomba na sede da segurança da capital egípcia, em janeiro, deixando seis pessoas mortas. Os ataques também incluíram uma tentativa fracassada de assassinar o ministro do Interior, em setembro, e um ataque contra a sede da segurança na cidade Mansoura, no Delta do Nilo, que matou 16 pessoas, quase todas policiais, em dezembro.

Os ataques também englobaram o assassinato de um oficial da polícia, que era o principal investigador e uma testemunha-chave em um dos julgamentos, nos quais Morsi era o principal réu. Fonte: Associated Press.

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