Promotor bielo-russo quer julgar mais oposicionistas

O Promotor Geral da Bielo-Rússia, Pyotr Miklashevich, prometeu mais julgamentos de ativistas de oposição e disse que a Promotoria está considerando responsabilizar o líder de oposição, Alexander Milinkevich, pela organização de protestos em massa. Miklashevich informou que mais de 500 pessoas, incluindo 21 estrangeiros, foram detidas por conexão com os protestos realizados após a disputada eleição do último dia 19, que concedeu ao presidente Alexander Lukashenko um terceiro mandato. A eleição, vencida por Lukashenko com 83% dos votos, segundo oficiais, iniciou uma série de manifestações que levaram centenas de pessoas à praça central da capital, Minsk. Os protestos terminaram na sexta-feira quando a polícia chegou ao local e desmontou o acampamento estabelecido pelos manifestantes. "Todos os organizadores de ações não aprovadas (pelo governo), os participantes e violadores da ordem pública, serão indiciados em processos criminais e administrativos, de acordo com a lei e segundo seu grau de culpa", disse Miklashevich. O líder Milinkevich pode ser considerado culpado por atos ilícitos, por ter organizado os protestos. A pena para esta acusação é de 15 dias de prisão. Outro líder da oposição, Alexander Kozulin, foi indiciado por organizar distúrbios durante a marcha no sábado, informou o porta-voz da Promotoria, Yegor Levai. Kozulin, que está preso e já foi acusado de vandalismo, pode ser condenado a até seis anos de prisão. Quatro líderes do grupo de oposição juvenil Frente Malady podem ser condenados a até dois anos de prisão por atividades suspeitas realizadas em nome de uma organização não registrada, disse um porta-voz da inteligência bielo-russa. Entre os presos está o líder da Frente Malady, Zmitser Dashkevich. Cadeia Advogados de defesa estão protestando contra as condições de uma cadeia bielo-russa onde 400 manifestantes estão presos. Cerca de 20 deles entraram em greve de fome. Enquanto isso, Lukashenko, cuja reeleição foi considerada fraudulenta, disse que a ação da polícia manteve a estabilidade do país. Um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU exigiu nesta quarta-feira que o governo forneça os nomes, locais onde estão presas e as acusações das pessoas detidas por conexão com a votação.

Agencia Estado,

29 Março 2006 | 16h39

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