Promotor do Irã pede mais tempo para caso Sakineh

O promotor-geral do Irã, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, afirmou que a acusação de envolvimento em um homicídio contra Sakineh Mohammadi-Ashtiani deve ter precedência sobre a condenação dela por adultério. Segundo ele, é preciso mais tempo e investigação para se chegar a uma "sentença final". Com isso, fica aberta a possibilidade para uma mudança na forma como é conduzido o caso.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2010 | 12h48

Sakineh foi condenada a morrer apedrejada, após ser condenada por trair o marido. Mãe de dois filhos, ela foi ainda acusada de envolvimento na morte do ex-companheiro. "Eu enfatizo que sem dúvida a acusação e a sentença por homicídio está tomando a precedência sobre a outra acusação (de adultério), e o Judiciário pôs isso primeiro em sua agenda", disse Mohseni Ejeie à agência estatal IRNA, no fim do dia de ontem. Sakineh já recebeu sentenças de pena de morte proferidas por dois tribunais diferentes na cidade de Tabriz, noroeste iraniano. Ela passou por dois julgamentos em 2006.

Uma sentença para morrer enforcada pelo envolvimento dela na morte do ex-marido foi comutada para dez anos de prisão por um tribunal de recursos, em 2007. Mas uma segunda pena, à morte por apedrejamento, foi imposta por supostamente ela manter relações com vários homens, incluindo o condenado pelo assassinato de seu ex-marido. Essa pena foi mantida por outro tribunal de recursos no mesmo ano. A sentença por apedrejamento levou a críticas internacionais e protestos no Ocidente, que qualificou o fato como "uma barbaridade".

O promotor disse que Sakineh ainda enfrenta mais duas acusações na Justiça. Diversas graduadas autoridades iranianas já disseram que o caso Sakineh não está encerrado. As informações são da Dow Jones.

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