Promotor entra no caso Madeleine

Ele vai avaliar provas coletadas pela polícia portuguesa

AP E EFE, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

Lisboa - A polícia portuguesa anunciou que vai encaminhar hoje o inquérito sobre Madeleine McCann - menina britânica de 4 anos que desapareceu em Portugal, em maio - para um promotor avaliar as provas obtidas na investigação até o momento. Na sexta-feira, os pais de Madeleine, os médicos Gerry e Kate McCann, ambos de 39 anos, foram formalmente considerados suspeitos.Madeleine desapareceu em 3 de maio quando dormia com seus irmãos mais novos em um quarto de um resort na Praia da Luz, em Portugal, enquanto os pais jantavam com amigos. A polícia portuguesa declarou o casal suspeito após receber, na quarta-feira, testes de provas realizados em um laboratório britânico. A imprensa local afirmou ontem que amostras de sangue encontradas em um carro alugado pelos McCann 25 dias depois do sumiço da menina são de Madeleine.O promotor português João Cunha de Magalhães e Meneses será o responsável pelo caso e vai revisar todo o material recolhido até agora, que deve estar distribuído em seis arquivos com cerca de 200 páginas cada um. Meneses vai poder decidir se os indícios sobre os McCann são sustentáveis para chamar o casal para depor ou até mesmo decretar a prisão preventiva dos dois.O casal McCann retornou para a Grã-Bretanha no domingo após 135 dias longe de casa. Os dois afirmaram que estariam à disposição das autoridades portuguesas para retornar ao país para ajudar nas investigações do caso. No entanto, ontem, a imprensa britânica noticiou que o casal contratou o advogado Michael Caplan, especialista em extradição. Caplan defendeu o ex-ditador chileno Augusto Pinochet quando a Espanha pediu sua extradição da Grã-Bretanha, em 1999.De acordo com o jornal britânico The Times, o casal também terá de prestar esclarecimentos a assistentes sociais da Grã-Bretanha sobre o bem-estar dos filhos gêmeos, Amelie e Sean, de 2 anos.DÚVIDASÁlcool: Os McCann dizem ter consumido 4 garrafas de vinho, com três outros casais, na noite do desaparecimento de Madeleine, mas a polícia afirma que foram 14Sedativos: Os gêmeos do casal dormiram o tempo todo durante a crise nervosa da mãe de Madeleine na noite do desaparecimento da menina, o que fez com que a polícia suspeitasse que o casal de médicos tivesse sedado os filhos

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