Promotor-geral da Bolívia volta atrás e permanece no cargo

O Promotor-geral da Bolívia, Pedro Gareca, continuará no cargo após retirar a renúncia que tinha apresentado na semana passada, uma decisão que o Governo considera acertada, segundo o presidente Evo Morales. "Entendo perfeitamente que ele fez uma profunda reflexão. Estudou para servir à pátria, servir à justiça, e não pelo dinheiro", disse Morales aos jornalistas no Palácio de Governo de La Paz. Ao anunciar sua renúncia na semana passada, a Promotoria descartou que a renúncia tivesse relação com a redução salarial imposta pelo presidente boliviano aos funcionários públicos. Morales assinalou hoje que Gareca tem uma enorme responsabilidade para "colocar na prisão gente que causou dano aos direitos humanos" e uma de suas tarefas é conseguir a extradição do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, que vive nos Estados Unidos. O ex-governante é investigado por sua suposta responsabilidade na crise social que causou sessenta mortos e 142 feridos, em outubro de 2003, quando renunciou ao seu segundo mandato, que tinha iniciado em agosto de 2002. Além disso, Gareca impulsiona outro processo contra o também ex-presidente Eduardo Rodríguez (2005-2006) por sua suposta responsabilidade em uma operação militar realizada nos EUA para destruir 28 mísseis do Exército boliviano, que foi considerada um ato de traição à pátria.

Agencia Estado,

05 Março 2006 | 03h02

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