Promotor pede pena de morte para Mubarak

O promotor do processo contra o ex-presidente do Egito Hosni Mubarak pediu que o líder deposto em fevereiro seja sentenciado à morte por enforcamento por responsabilidade em assassinatos de manifestantes - cometidos pelas forças de segurança - ocorridos durante os protestos que exigiam sua saída do poder.

CAIRO, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2012 | 03h02

A mesma pena foi sugerida para o ex-ministro do Interior Habib el-Adly e quatro ex-comandantes da polícia, que respondem à mesma acusação. "Retribuição é a solução. Qualquer juiz íntegro deve emitir uma pena de morte para esses réus", afirmou o promotor Mustafa Khater, um dos cinco integrantes da acusação.

Muitos egípcios esperam que o julgamento cure algumas das feridas do regime autocrático de Mubarak e ajude seu país a encontrar estabilidade após quase um ano de agitação política sob o governo da junta militar que substituiu o ex-ditador.

Mas a multidão de testemunhas convocadas para depor, a complexidade das denúncias e a dificuldade da acusação em obter provas pode facilitar para os advogados de defesa a obtenção de penas mais brandas a Mubarak e seus ex-funcionários, que negam todas as alegações dos promotores.

"A nação e o povo esperam uma palavra de justiça e retidão", disse Khater. Mais cedo, durante a audiência de ontem, o procurador-geral do Egito, Mustafa Suleiman, acusou Mubarak de ser responsável "política e legalmente" pelo massacre.

Suleiman acusou o ex-presidente de não impedir as mortes, das quais era informado por auxiliares, forças de segurança e a TV. "Sendo a mais alta autoridade, ele não pode alegar que não sabia o que estava ocorrendo. Ele é responsável e deve arcar com a responsabilidade política e legal", disse Suleiman. / AP

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