Ueslei Marcelino/REUTERS
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Promotor peruano cita Arce como testemunha em caso contra Vizcarra

Futuro presidente da Bolívia deve depor no dia 13 de novembro

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2020 | 22h02

LIMA - Um promotor peruano citou como testemunha o futuro presidente da Bolívia, Luis Arce, numa investigação contra o chefe de Estado peruano, Martín Vizcarra, informou nesta terça-feira, 20, uma fonte do Ministério Público.

"Através da cooperação internacional, notificou-se Luis Arce para depor", informou à Agência France Press uma fonte do MP. Vizcarra é investigado por suspeita de ter recebido suborno de um consórcio empresarial em troca da vitória em uma licitação pública quando era governador da região de Moquegua, em 2013.

O promotor do caso, Elmer Chirre, apurou que, em 3 de novembro de 2013, o consórcio Obrainsa-Astaldi pagou um voo fretado para levar da Bolívia a Moquegua uma delegação do governo integrada por Luis Arce. Por este voo, um dos representantes da construtora, que é investigado, afirma que o consórcio desembolsou cerca de 10 mil dólares, a fim de que fosse favorecido com a obra em Moquegua.

O MP irá solicitar a autoridades peruanas informações sobre a entrada e saída do país da delegação da Bolívia. O depoimento de Arce está marcado para 13 de novembro, por meio de videoconferência, enquanto os outros cinco integrantes da delegação que o acompanhava deverão depor três dias depois.

Vizcarra reconheceu ter feito coordenações para que o consórcio fretasse um avião e transportasse os funcionários da Bolívia em dezembro de 2013, mas afirmou que o trâmite "foi totalmente transparente" e não prova que ele recebeu pagamento ilícito da empresa.

Segundo Vizcarra, a Obrainsa arcou com os custos do voo como parte da "responsabilidade social" que as empresas assumem ao vencerem processos de licitação. /AFP

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