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Promotor peruano é condenado a 6 anos de prisão por cobrar propina de US$ 54

Além da prisão, Camilo Laura - que favoreceu um indiciado em caso de entrada de celulares em presídios - terá de pagar cerca de US$ 2,3 mil de indenização ao Estado e US$ 350 de multa pelo crime

O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2016 | 09h21

LIMA - A Justiça do Peru condenou na quarta-feira, 3, um promotor a seis anos e oito meses de prisão por cobrar propina de 190 sóis (equivalente a US$ 54) em troca de favorecer um indiciado em outro caso, informou o Poder Judiciário do país sul-americano em comunicado.

O juiz Alberto Gonzales ditou essa sentença para o funcionário da Segunda Promotoria Provincial Penal do distrito de San Juan de Lurigancho, em Lima, Camilo Laura, que também incluiu o pagamento de uma indenização ao Estado de 8 mil sóis (US$ 2.300), a inabilitação do exercício da função pública por tempo igual ao da pena estabelecida e multa de 1.210 sóis (US$ 350).

Laura foi detido na terça-feira pela polícia peruana depois que o investigado Enrique Montalvo denunciou que o promotor tinha pedido dinheiro para poder favorecê-lo em uma investigação por um suposto crime envolvendo a entrada indevida de equipamentos de comunicação em centros penitenciários.

O órgão de controle interno da promotoria montou uma operação junto com a direção de combate à corrupção da polícia no escritório do promotor, onde encontraram os 190 sóis entregues a ele.

As cédulas coincidiam com as que haviam sido fotocopiadas previamente, e nelas havia as impressões digitais do promotor, conforme foi comprovado pelas análises dos peritos. / EFE

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