Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

Promotor recuou de pedir prisão de Cristina

Polícia encontra versão da denúncia apresentada por Alberto Nisman com pedido contra presidente e membros do governo

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente, O Estado de S. Paulo

02 de fevereiro de 2015 | 05h00

BUENOS AIRES - O jornal Clarín publicou nesse domingo, 1º, um rascunho, encontrado no lixo do apartamento do promotor Alberto Nisman, da denúncia feita por ele contra a presidente argentina, Cristina Kirchner. Nisman foi encontrado morto, no dia 18, com um tiro na cabeça. 


O texto indica que ele escreveu uma versão da denúncia em que pedia a prisão da presidente, do chanceler Héctor Timerman e do líder de movimentos sociais Luis D'Elía. Esses trechos não permaneceram na acusação definitiva, feita na semana anterior a sua morte e divulgada na íntegra no dia 20.



Segundo o Clarín, os documentos descartados foram incluídos como prova na investigação da morte do promotor. Não está claro quando os papéis foram encontrados, nem se há suspeita de que foram colocados no lixo de Nisman para reforçar a tese de que alguém interessado em proteger o governo teria cometido um assassinato. 


A polícia investiga se o promotor manteve em segredo a intenção de pedir as prisões e por que desistiu de fazê-lo. Os trechos em que o promotor solicita a detenção das autoridades argentinas, segundo o jornal, estão cobertos com tinta preta, um indício de que foram escondidos à mão por ele antes de serem jogados fora.


Na última semana, a presidente, que primeiro disse estar convencida de que o caso se tratava de um suicídio e logo apontou indícios de um homicídio com o objetivo de prejudicar o seu governo.

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