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Crisp County Sheriff's Office in Cordele/Reuters
Crisp County Sheriff's Office in Cordele/Reuters

Promotoria pedirá pena de morte a homem que matou oito em spa em Atlanta, nos EUA

Robert Aaron Long, de 22 anos, já havia sido acusado de assassinato no Condado de Cherokee por outras quatro mortes em um spa, que atacou menos de uma hora antes de agir em Atlanta

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2021 | 21h10

ATLANTA - A promotora distrital americana Fani Willis, do Condado de Fulton (Geórgia), disse nesta terça-feira, 11, que o homem acusado de matar oito pessoas em spas e casas de massagem nos arredores de Atlanta tinha como alvo descendentes de asiáticos e cometeu crime de ódio. Ela informou que pedirá a pena de morte contra ele.    

O suspeito, Robert Aaron Long, de 22 anos, que é branco, foi formalmente indiciado por acusações de assassinato nesta terça-feira pelas quatro mortes em duas casas de massagem em Atlanta, que abalaram os Estados Unidos em março em meio a uma onda de crimes de ódio anti-asiáticos.

Long já havia sido acusado de assassinato no Condado de Cherokee por outras quatro mortes em um spa, que atacou menos de uma hora antes de agir em Atlanta.

No processo, Willis disse que Long tinha como alvo as quatro vítimas em Atlanta, todas mulheres de ascendência asiática, por causa de sua raça, nacionalidade, sexo e gênero. A promotora não apresentou nenhuma nova evidência sobre a motivação de Long no processo ou respondeu a um pedido de comentário.

A polícia disse depois dos ataques que Long afirmou aos investigadores que não tinha como alvo as vítimas por causa de sua raça. Em vez disso, ele alegou ter lutado contra o “vício em sexo”, disseram eles. A polícia de Atlanta disse que Long era um cliente das duas empresas de Atlanta, embora não tenham dito que ele ia lá para fazer sexo.

Terrorismo doméstico

Long também foi indiciado por uma acusação de terrorismo doméstico, sob a alegação de que ele pretendia “intimidar a população civil” da Geórgia.

Os crimes foram os primeiros ataque a tiros em grande escala em locais públicos em mais de um ano e alimentaram o medo em muitos americanos de origem asiática, que relatam cada vez mais serem alvos de ações como essa desde o início da pandemia do coronavírus.

Sem prejulgar o resultado da investigação, o presidente democrata, Joe Biden, considerou muito preocupante

o aumento da violência contra os americanos de origem asiática desde o início da pandemia.

Todas as mulheres mortas em Atlanta eram funcionárias das empresas de massagem e todas haviam emigrado da Coreia. Elas foram identificadas como Soon Chung Park, de 74 anos; Suncha Kim, de 69; Yong Ae Yue, de 63; e Hyun Jung Grant, de 51.

Willis informou ter entrado com uma notificação no tribunal dizendo que ela buscará penalidades por crimes de ódio se Long for condenado por assassinato. De acordo com a lei da Geórgia, um promotor pode pedir a um júri para determinar se uma pessoa condenada por um crime subjacente também é culpada de um crime de ódio, que acarreta uma pena adicional.

Um advogado de Long não retornou imediatamente um pedido de comentário.

Relembre o caso

Os ataques começaram na noite de 16 de março, quando quatro pessoas foram mortas a tiros no Young’s Asian Massage no Condado de Cherokee. As vítimas foram identificadas como Xiaojie Tan, de 49 anos; Daoyou Feng, de 44; Paul Andre Michels, de 54; e Delaina Ashley Yaun, de 33. O atirador também atirou em outro homem, que sobreviveu.

O promotor distrital do Condado de Cherokee não deixou claro se planeja acusar Long por crimes de ódio.

A intenção de buscar a sentença de morte para Long é uma reversão de posição para Willis, que foi eleita procuradora distrital em novembro, depois de servir anteriormente no gabinete do promotor. Willis disse durante sua campanha que não poderia “prever um caso” em que buscaria a pena de morte, de acordo com o The Atlanta Journal-Constitution. 

“Acredito que a vida sem liberdade condicional é um remédio adequado”, disse ela, de acordo com o jornal./W.POST e AFP 

 

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