Promotores pedem ordem de prisão de capitão de navio sul-coreano

Dois outros membros da tripulação da balsa também podem ser presos por envolvimento no acidente, que deixou ao menos 28 mortos; suspeita é de que tripulantes abandonaram a embarcação

AP e EFE

18 de abril de 2014 | 08h34

Promotores da Coreia do Sul pediram a um tribunal nesta sexta-feira, 18, para emitir uma ordem de prisão para o capitão da balsa Sewol que afundou há dois dias no no sudoeste do país, deixando centenas de desaparecidos. Os promotores também pediram ordens de prisão para dois outros membros da tripulação da embarcação.

A investigação sobre o desastre centrou foco sobre o forte desvio que a balsa executou um pouco antes de começar a afundar e se uma ordem de retirada dos passageiros mais rápida pelo capitão poderia ter salvado vidas. Os investigadores também avaliam se o capitão abandonou o navio. As equipes de resgates estão procurando cerca de 270 pessoas que ainda estão desaparecidas. Pelo menos 28 corpos foram recuperados. As autoridades disseram que 179 pessoas sobreviveram. A maioria dos desaparecidos é composta por estudantes.

Para os promotores, tanto o capitão Lee Joon-seok, quanto os tripulantes, violaram a lei ao deixarem a embarcação sem prestar atendimento à maioria dos 475 passageiros.

Autoridades da Guarda Costeira afirmaram que o capitão pode ter alterado a rota marcada pelo governo e feito uma mudança de direção brusca, em vez de girar de forma gradual. Essa mudança poderia ter causado o deslocamento de parte da carga, desequilibrando o navio e provocando o naufrágio.

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