Promotores pedem pena de morte para o capitão do navio Sewol

Embarcação naufragou na Coreia do Sul em abril, deixando 304 mortos; Lee Joon-seok e três tripulantes são julgados por homicídio

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 12h03

GWANGJU, COREIA DO SUL - Promotores da Coreia do Sul pediram a pena de morte para o capitão da embarcação que naufragou em abril matando 304 pessoa, a maioria delas crianças, no julgamento desta segunda-feira, 27, de 15 integrantes da tripulação que abandonaram o navio antes do naufrágio.

Lee Joon-seok, de 68 anos, acusado de homicídio, deve ser condenado à morte por fracassar em realizar sua obrigação, o que, de fato, resultou em homicídio, disse a promotoria à corte antes de finalizar seus argumentos, no julgamento.

O sentimento tornou-se bastante hostil após o surgimento de provas de que a maioria dos passageiros adolescentes esperou em suas cabines, obedientemente seguindo ordens, enquanto a tripulação escapava. Lee está entre os 15 acusados de abandonar a embarcação.

Quatro, entre eles o capitão, enfrentam acusações de homicídio. Os outros 11 enfrentam acusações menores, como negligência. Uma comissão de três juízes deve anunciar o veredicto em novembro. Não houve apelação formal, mas Lee negou a intenção de matar.

"Lee motivou a causa do naufrágio do (navio) Sewol, ele carrega a maior responsabilidade pelo acidente", disse o principal promotor do caso, Park Jae-eok, à corte no sul do país. "Pedimos que a corte o condene à morte."

Os promotores pedem prisão perpétua para os outros três acusados de homicídio e sentenças de prisão que vão de 15 a 30 anos para o restante dos acusados.

O navio Sewol virou e afundou em uma viagem de rotina em 16 de abril, causando duras críticas ao governo do presidente Park Geun-hye pelo jeito que a operação de resgate foi realizada.

A tripulação disse acreditar ser responsabilidade da guarda costeira retirar os passageiros. Imagens em vídeo da fuga dos tripulantes causaram indignação, especialmente após sobreviventes terem testemunhado que eles repetidamente disseram aos passageiros para ficarem em seus lugares. / REUTERS

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