Promotores pedem prisão perpétua para "canibal alemão"

Os promotores do caso do "canibal alemão" pediram hoje pena de prisão perpétua para o homem que confessou ter assassinado e comido partes do corpo de sua vítima. Segundo o promotor Marcus Koehler, o acusado, Armin Meiwes, de 42 anos, "agiu simplesmente para satisfazer um impulso sexual" e filmou seu ato de desmembrar a vítima antes de comê-la para que pudesse "se admirar como um açougueiro de seres humanos". O advogado de defesa Harald Ermel, por sua vez, argumentou que o caso deve ser tratado como um "homicídio solicitado" - uma forma de eutanásia -, já que a vítima deu seu consentimento para que fosse morta e comida. Neste caso, a pena máxima seria de cinco anos de prisão. Quando o julgamento foi aberto, em 3 de dezembro último, na corte estatal de Kessel, Meiwes confessou em detalhes o assassinato de Bernd Juergen Brandes, de 43 anos, ocorrido na casa do assassino, na cidade de Rotemburgo, em março de 2001. À época, Meiwes disse que Brandes, que viajou de Berlim à sua casa depois de responder um anúncio na internet, queria ser assassinado depois de beber algo para perder a consciência. segundo fontes judiciais, um veredito é esperado para sexta-feira.

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