Promotores preparam acusação contra traficantes de imigrantes para Europa

Promotores italianos começaram nesta terça-feira a elaborar seu caso contra os traficantes responsáveis pelo afogamento de até 950 imigrantes no Mar Mediterrâneo, enquanto os líderes da União Europeia apresentaram um novo plano para se voltar contra as finanças dos contrabandistas e seus mais preciosos ativos, suas embarcações.

Estadão Conteúdo

21 de abril de 2015 | 16h01

Ao longo da noite de terça-feira, promotores entraram no navio de resgate que levava 27 sobreviventes do desastre ocorrido no fim de semana na Sicília e prenderam o capitão tunisiano e um tripulante sírio da embarcação que naufragou. Eles são acusados de favorecer a imigração ilegal e o capitão também é acusado por agir de maneira imprudente e levar a homicídios e por provocar um naufrágio.

Os promotores de Catânia informaram que o naufrágio ocorreu devido a dois fatores: o capitão, Mohammed Ali Malek, de 27 anos, errou e jogou seu barco contra uma embarcação de bandeira portuguesa que vinha em sua direção para um resgate; além disso, os próprios imigrantes se moveram no barco lotado, que já estava desbalanceado por causa da colisão.

Os sobreviventes foram levados hoje para um centro de imigração em Catânia e estavam "muito cansados, muito chocados, silenciosos", segundo Flavio Di Giacomo, da Organização Internacional para a Imigração.

A Guarda Costeira italiana informou que salvou 638 imigrantes em seis diferentes operações de resgate apenas na segunda-feira. Nesta terça-feira, mais 446 pessoas foram resgatadas de um navio que estava afundando 130 quilômetros ao sul da costa da Calábria. Fonte: Associated Press.

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