Promotores querem pena de morte contra mentor do 11/9

Os promotores buscarão a pena de morte para o autoproclamado mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, Khalid Sheikh Mohammed. A afirmação é do secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder. Segundo ele, Mohammed e mais quatro suspeitos de terrorismo detidos na base naval de Guantánamo, Cuba, serão julgados em Nova York por um tribunal civil.

AE-AP, Agencia Estado

13 Novembro 2009 | 18h58

O secretário disse que outros cinco suspeitos, incluindo Abd al-Rahim al-Nashiri, principal acusado pelo ataque ao navio USS Cole, será julgado por uma comissão militar. Holder disse que os detidos sob acusação de envolvimento com o 11 de Setembro serão julgados a algumas quadras do local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center (WTC), derrubadas no ataque que matou quase três mil pessoas.

Ao levar suspeitos tão notórios ao território americano, o presidente dos EUA, Barack Obama, dá um passo importante para levar adiante o plano de fechar o centro de detenção da base naval mantida pelos EUA em solo cubano. Obama estabeleceu o dia 22 de janeiro de 2010 como prazo final para o fechamento da prisão, mas é pouco provável que a administração consiga executar a medida até a data.

O julgamento também pode obrigar o sistema judiciário dos EUA a confrontar uma série de questões jurídicas oriundas dos programas de combate ao terrorismo estabelecidos pelo governo George W. Bush em meio a denúncias de tortura física e psicológica.

"Isso é definitivamente uma mudança profunda sobre como estamos abordando a guerra contra a Al-Qaeda", notou o professor de Direito Glenn Sulmasy, da Academia da Guarda Costeira dos EUA. Segundo ele, é uma surpresa que os cinco homens considerados os cérebros por trás do 11 de Setembro sejam julgados em "cortes federais abertas, tradicionais".

Alguns familiares das vítimas dos ataques de 11 de Setembro ficaram irritadas com a decisão de Obama. "Nós temos um presidente que não sabe que estamos em guerra", disse Debra Burlingame, irmã de um dos pilotos que estavam num dos aviões sequestrados e jogados contra uma das torres do WTC, Charles Burlingame. Ela se disse "enojada" com a decisão de julgar os suspeitos nos EUA. Já outros familiares de vítimas disseram apoiar a medida, ao dizer que a justiça precisa ser feita da maneira mais transparente possível. Com informações da Dow Jones.

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