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Promotores voltam ao palco na terça em julgamento de Mubarak

Juízes começarão a ouvir argumentos da acusação contra mortes de centenas de manifestantes

REUTERS

02 de janeiro de 2012 | 12h01

CAIRO - O julgamento do presidente deposto do Egito, Hosni Mubarak, será retomado na terça-feira, 3, quando juízes começarem a ouvir os argumentos da acusação, que afirma que Mubarak e seus corréus são culpados pelas mortes de centenas de manifestantes.

Advogados exigiram nesta segunda-feira que o chefe do conselho militar atualmente no poder no Egito, o marechal-de-campo Mohamed Hussein Tantawi, fosse novamente chamado para depor e desse novo testemunho. Também pediram que o vice de Tantawi, o general Sami Anan, fornecesse provas.

Mubarak, seus dois filhos, o ex-ministro do Interior e autoridades policiais enfrentam acusações que abrangem desde corrupção até o envolvimento nas mortes de cerca de 850 manifestantes durante o levante que o tirou do poder em fevereiro passado.

Mubarak é o primeiro líder deposto em uma onda de levantes árabes no ano passado a enfrentar julgamento, e o caso atraiu atenção mundial.

Em um país que ainda luta com o caos político e uma crise econômica quase um ano desde que o levante começou, muitas pessoas acreditam que a renovação nacional será impossível a menos que a justiça seja feita para os mortos e seus familiares.

Nenhuma autoridade foi condenada pelo assassinato de manifestantes durante os 18 dias de revoltas. Mubarak e outros réus negam qualquer responsabilidade pelas mortes.

O julgamento ficou suspenso por quase 60 dias até a semana passada porque alguns advogados tinham exigido a substituição dos juízes responsáveis pelo caso. Eles disseram que não tiveram a chance de questionar Tantawi quando ele testemunhou, em setembro.

O juiz Ahmed Refaat disse que decidiria sobre possíveis novas testemunhas durante as próximas sessões.

Mubarak, que está detido em um hospital militar perto do Cairo porque médicos dizem que ele tem problemas cardíacos, foi levado até o tribunal em uma maca, e com óculos escuros, que foram retirados por seu filho Gamal assim que eles entraram na corte.

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