Promotoria australiana retira acusações contra médico indiano

Haneef ficou detido por 12 dias acusado de prestar apoio imprudente a uma organização terrorista

Efe,

27 Julho 2007 | 04h31

A Promotoria australiana retirou nesta sexta-feira, 27, as acusações contra o médico indiano Mohammed Haneef, detido há quase três semanas por suspeita de ligação com os atentados terroristas fracassados de junho no Reino Unido, informou a rádio estatal.   O diretor da Promotoria, Damian Bugg, reviu o caso e foi nesta sexta-feira ao Tribunal de Magistratura de Brisbane para retirar a acusação contra o indiano, de 27 anos.   Seu caso foi qualificado de "farsa" pela imprensa australiana. Um jornal demonstrou que a principal prova utilizada pela Polícia para fundamentar a acusação de "terrorismo" era falsa.   Os agentes anunciaram inicialmente que um cartão de telefone celular de Haneef tinha sido achado no jipe que, em 30 de junho, foi lançado contra o aeroporto de Glasgow. O ataque é atribuído a Kafeel Ahmed, primo do médico.   Mas a Polícia australiana confirmou posteriormente que o cartão não foi achado na cena do crime.   Haneef foi detido em 2 de julho, quando tentava ir à Índia, onde sua mulher acabara de dar à luz. Após 12 dias detido, ele foi acusado de "prestar apoio imprudente a uma organização terrorista".

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