Daniel Leal-Olivas / AFP
Daniel Leal-Olivas / AFP

Promotoria da Suécia decide arquivar caso de estupro contra Assange

Fundador do WikiLeaks, atualmente preso no Reino Unido, negou repetidamente a alegação contra ele feita em 2010

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2019 | 11h07

ESTOCOLMO - A Promotoria da Suécia disse nesta terça-feira, 19, que arquivará o caso contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, atualmente preso no Reino Unido. Ele é acusado de estuprar uma mulher em 2010.

"Anuncio minha decisão de encerrar esta investigação", anunciou a vice-procuradora-geral Eva-Marie Persson. "Todos os recursos da investigação foram esgotados sem evidências claras de uma acusação formal."

Se a parte civil não recorrer da decisão, cerca de 10 anos de investigação serão encerrados com um grande fracasso para a Justiça sueca.

Acusação

A autora da ação, que na época dos eventos tinha cerca de 30 anos, acusou o australiano de ter mantido relações sexuais enquanto ela dormia e sem camisinha, apesar de ter rejeitado qualquer relação desprotegida em várias ocasiões. Assange, um cidadão australiano de 48 anos, sempre negou essas acusações. 

Em 2012, o fundador do site Wikileaks, então investigado na Suécia por este caso, refugiou-se na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição para esse país ou para os Estados Unidos, onde é acusado de hackear documentos secretos vazados pelo WikiLeaks.

Após sete anos na representação diplomática, ele foi expulso pela polícia britânica em 11 de abril, com o consentimento de Quito. Assange foi imediatamente preso e condenado a 50 semanas de prisão em 1.º de maio por violar as condições de sua liberdade provisória. 

A investigação sueca foi reaberta após sua prisão. Os eventos supostamente imputados a Assange prescrevem em agosto de 2020. / AFP e REUTERS

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