FABRICE COFFRINI / AFP
FABRICE COFFRINI / AFP

Promotoria da Suécia suspende parte das investigações contra Assange

Segundo órgão, o prazo para se apresentar acusações formais sobre o caso venceu; fundador do WikiLeaks está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 08h32

BERLIM - A Promotoria da Suécia suspendeu nesta quinta-feira, 13, as investigações das acusações de abuso sexual feitas em 2010 contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Segundo fontes do órgão, o prazo que as duas cidadãs suecas tinham para apresentar acusações formais do caso venceu.

Os casos de assédio teriam ocorrido em 2010, mas ainda existe uma terceira acusação de estupro, que só prescreverá em 2020. Procuradores disseram que vão continuar com as investigações desse último caso.

"Julian Assange permaneceu voluntariamente longe da justiça se refugiando na embaixada equatoriana. Agora que o prazo de prescrição passou para algumas das acusações me vejo obrigada a suspender a investigação", lamentou a promotora Marianne Ny, em comunicado divulgado por seu departamento. “Ainda espero, contudo, que possamos organizar o interrogatório, já que ainda há negociações em curso entre a Suécia e o Equador”, disse.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012, onde a Promotoria sueca apresentou seu processo formal contra ele.

O órgão sueco deixou as acusações prescreverem, depois de não ter conseguido apresentar a tempo uma acusação formal suficientemente fundamentada para levá-la adiante, o que o impediu de interrogar Assange.

O fundador do Wikileaks se negou a ir à Suécia para responder às acusações por considerar que corria o perigo de ser extraditado para os Estados Unidos, onde poderia ser julgado por um dos maiores vazamentos de informações da história americana. Assange publicou documentos militares e diplomáticos dos EUA em 2010.

A solução seria realizar o interrogatório na embaixada equatoriana de Londres. Mas, para isso, seria necessário a permissão das autoridades britânicas, além das de Quito, o que não foi possível até agora.

“Estou extremamente decepcionado. Não há razão para nada disso. Sou um homem inocente”, afirmou Assange em um comunicado enviado por e-mail. Ele ainda disse que as ações dos procuradores ao longo do caso tem ido “além da incompetência”. /EFE e REUTERS


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