Louis Lanzano/AP
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Promotoria de Nova York arquiva caso contra Strauss-Kahn

Decisão abre possibilidade de o ex-diretor-gerente do FMI disputar eleições de 2012 na França

Reuters

23 de agosto de 2011 | 13h18

NOVA YORK - A Suprema Corte do Estado do Nova York decidiu nesta terça-feira, 23, pelo arquivamento das acusações de abuso sexual contra o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. A decisão encerra o processo criminal e abre possibilidades para que ele dispute as eleições presidenciais da França em 2012.

 

Os promotores nova-iorquinos haviam pedido na segunda-feira que o juiz Michael Obus arquivasse o caso devido às questões que surgiram sobre a credibilidade da acusadora, uma camareira guineana que teria tido relações sexuais com Strauss-Kahn em um hotel em Nova York em maio.

 

Os promotores do distrito de Manhattan explicaram na segunda-feira que perderam a confiança na camareira Nafissatou Diallo, de 32 anos, que alegou que Strauss-Kahn a havia atacado em seu quarto em um hotel de luxo e a obrigado a realizar sexo oral.

 

Apesar de seu depoimento do ataque continuar firme, Diallo contou uma série de mentiras sobre seu passado e sobre o que aconteceu imediatamente após o incidente, supostamente ocorrido em uma suíte de US$ 3 mil, no hotel Sofitel em Nova York, em 14 de maio, o que minou sua credibilidade, disseram promotores. As provas materiais não foram capazes de provar a falta de consentimento, deixando o caso na dependência da confiabilidade da acusadora.

 

Strauss-Kahn chegou a ser preso de forma preventiva devido ao caso, mas foi solto depois de pagar uma fiança de US$ 1 milhão. O francês estava em prisão domiciliar em Washington, mas a decisão de Obus permite que ele deixe o país assim que desejar.

 

Promotor especial

 

Os advogados de Nafissatou chegaram a pedir um promotor especial para o caso na segunda-feira, depois que a Justiça de Manhattan pediram ao juiz a rejeição das acusações, citando a falta de credibilidade dela. Também nesta terça, Obus negou o pedido.

 

A camareira, porém, manterá as acusações civis contra o ex-diretor-gerente do FMI. Segundo seu representante legal, Douglas Wigdor, ela deve ser "recompensada economicamente pelo que passou".

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