Promotoria de NY arquiva caso contra Strauss-Kahn

NOVA YORK

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2011 | 00h00

A promotoria de Nova York decidiu arquivar o processo de estupro contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn. A decisão encerra o caso nos Estados Unidos e permite que o economista retorne à França quando quiser.

O comunicado oficial será feito amanhã, mas a informação vazou à imprensa americana e confirmada pelo advogado de acusação contratado pela suposta vítima, Kenneth Thompson.

"O procurador-geral de Manhattan, Cyrus Vance, negou o direito de Justiça a uma mulher em um caso de estupro", afirmou o advogado.

Na avaliação da promotoria, que evitou comentar a declaração do advogado de acusação, não há como levar o caso adiante. A camareira do Hotel Sofitel, na região central de Nova York, , que acusa Strauss-Kahn de violência sexual, Nafissatou Diallo, teria entrado em contradição em seus depoimentos aos investigadores e mentido para autoridades americanas no passado.

Mudança. A reviravolta começou em julho, quando Strauss-Kahn foi libertado da prisão domiciliar, mas ainda não podia deixar os Estados Unidos.

Ainda não está claro quando ele pretende retornar para a França, onde também enfrenta uma acusação de estupro, feita por uma jornalista.

Antes de ser preso, em maio, Strauss-Kahn dirigia o FMI e era favorito para vencer, como candidato opositor, as eleições presidenciais de 2012 na França contra o presidente Nicolas Sarkozy. Como a decisão da promotoria ainda não é oficial, Strauss-Kahn não se manifestou.

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