Promotoria do Egito congela ativos de 14 islamitas

A promotoria pública do Egito ordenou hoje (14) o congelamento dos ativos de 14 islamitas importantes como parte de uma investigação sobre episódios violentos, informaram fontes judiciais.

Agência Estado

14 de julho de 2013 | 14h29

A ordem afeta nove líderes da Irmandade Muçulmana, dentre eles o guia do grupo, Mohamed Badie, e cinco islamitas de outros grupos, que incluem a facção militante Gamaa Islamiya, disseram as fontes.

As investigações estão relacionadas a quatro incidentes ocorridos desde a queda do presidente Mohamed Morsi em 3 de julho, dentre os quais os confrontos no Cairo, na segunda-feira passada, que resultaram na morte de 53 pessoas.

Também hoje, Morsi e membros da Irmandade Muçulmana começaram a ser interrogados sobre a fuga da cadeia durante o levante de 2011, informaram fontes judiciais à agência France Presse.

A ação foi tomada horas depois de a promotoria ter recebido queixas criminais contra o presidente deposto e outros islamitas.

O inquérito trata da fuga de Morsi e dezenas de membros da Irmandade da prisão de Wadi Natrun durante o levante que terminou com o fim dos 30 anos de governo de Hosni Mubarak.

Em junho, um tribunal concluiu que o Hamas, grupo islamita que governa a Faixa de Gaza, e o grupo xiita libanês Hezbollah ajudaram os prisioneiros.

O serviço de investigação da promotoria interrogou Morsi num local não divulgado. O ex-presidente não é visto em público desde que foi derrubado, após milhões de pessoas terem saído às ruas para pedir sua saída.

Os líderes interinos do país afirmam que ele é mantido num "lugar seguro, para sua própria segurança".

O primeiro-ministro interino Hazem al-Beblawi reuniu-se neste domingo com candidatos a postos ministeriais. Ele afirmou que espera formar um gabinete com 30 ministros e que a principal prioridade é retomar a segurança, assegurar o fluxo de bens e serviços e preparar as eleições parlamentares e presidenciais. O novo gabinete deve ser revelado na terça ou quarta-feira.

O presidente interino, Adly Mansour, estabeleceu o início do próximo ano como prazo para as eleições.

A Irmandade se recusou a participar do governo interino e dezenas de milhares de partidários saíram às ruas para exigir a volta de Morsi. Fonte: Dow Jones Newswires.

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