REUTERS/Guadalupe Pardo
REUTERS/Guadalupe Pardo

Promotoria do Peru aceita mudar detenção de ex-presidente para domiciliar

Pedro Pablo Kuczynski está internado em uma clínica de Lima em razão de uma doença cardíaca

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 15h23

LIMA - A Promotoria do Peru aceitou nesta sexta-feira, 26, mudar para prisão domiciliar a ordem de prisão preventiva de 36 meses contra o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski (20016-2018), que permanece internado em uma clínica de Lima em razão de uma doença cardíaca.

O anúncio foi feito pelo promotor Hernán Mendoza durante a audiência de apelação da prisão preventiva, que aconteceu nesta sexta-feira na Primeira Vara Penal de Apelações Anticorrupção.

Embora o promotor tenha ressaltado que a idade não é um requisito para aplicar prisão domiciliar, tal como argumentou a defesa de Kuczynski, que tem 80 anos, disse depois que a Constituição peruana "afirma que todos têm direito à proteção da saúde".

O ex-presidente está sendo investigado por suposta lavagem de dinheiro em um caso vinculado ao escândalo de corrupção da construtora brasileira Odebrecht.

Kuczynski, que completará 81 anos em outubro, está internado na UTI de uma clínica por causa da crise de hipertensão que começou no dia 17. A mudança de opinião da Promotoria foi bem recebida pela família, que quer ver o ex-presidente livre de toda suspeita. "Tudo isso (a prisão) tem de ser resolvido e isto é o primeiro passo", disse Michael Kuczynski, irmão do ex-presidente, ao deixar a audiência.

A Promotoria sustentou sua mudança de posição citando um relatório médido da Clínica Angloamericana, aleetando sobre o risco de um "morte súbita" de Kuczynski em razão da pressão alta e instável e um "potencial risco de fibrilação ventricular".  /EFE e AFP  

 

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