Promotoria egípcia recebe denúncias contra Morsi

Presidente e líderes da Irmandade Muçulmana são acusados de espionagem e incitar a morte de manifestantes

CAIRO, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2013 | 02h02

A Promotoria Pública do Egito recebeu ontem denúncias contra o presidente deposto Mohamed Morsi e outros líderes da Irmandade Muçulmana por espionagem, incitação de mortes de manifestantes e dano à economia do país. Sem informar quem denunciou os líderes islâmicos, o órgão investigará as queixas e decidirá sobre o indiciamento deles.

O sistema legal egípcio permite que promotores investiguem relatos feitos pela polícia ou por qualquer membro do público, mas as acusações formais podem demorar dias ou meses. Promotores raramente emitem comunicados baseados em queixas antes de as acusações formais serem feitas.

O comunicado identificou outras oito figuras islâmicas, incluindo o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e o vice-líder do partido que a representa, Essam El-Erian.

O porta-voz da Irmandade Muçulmana Tareq al-Morsi, convocou novos protestos contra o golpe militar que derrubou o presidente para amanhã. "Haverá outra grande manifestação na segunda-feira", disse o porta-voz.

Transição. O novo primeiro-ministro do Egito, Hazem al-Beblawi, deu prosseguimento ontem às negociações para formar seu gabinete de governo. Ele pretende conversar ao longo do fim de semana com candidatos para os ministérios e montar a equipe de governo. As principais prioridades do novo gabinete serão a restauração da segurança, garantia de fluxo de bens e serviços e preparação para eleições parlamentares e presidenciais, disse Al-Beblawi.

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