Associated Press/Arquivo
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Promotoria investiga possível relação de Mubarak com morte de 3 mil policiais

Forças armadas usaram helicópteros de guerra e aviões de combate para reprimir manifestações em 1986

25 de agosto de 2011 | 10h01

CAIRO - O procurador-geral egípcio, Abdel Meguid Mahmoud, abriu uma investigação sobre a suspeita de envolvimento do ex-presidente Hosni Mubarak na morte de mais de 3 mil policiais durante ações repressoras em 1986, informou nesta quinta-feira à Agência Efe o advogado das vítimas.

 

Os fatos, segundo o advogado Shehata Mohammed Shehata, surgiram quando as forças armadas usaram helicópteros de guerra e aviões de combate para reprimir manifestações de agentes policiais da Segurança Central, que protestavam contra um suposto aumento do tempo de duração do serviço militar - de três para quatro anos.

 

Shehata afirmou que "Mubarak ordenou às Forças Armadas bombardearem os manifestantes" e destacou que, além do ex-líder, vários dirigentes militares daquela época estariam envolvidos nessa repressão.

 

Os protestos não eram espontâneos, mas planejados por redes de corruptos que divulgaram o rumor sobre o aumento da duração do serviço militar com a intenção de criar problemas para o general Ahmed Rushdi, à época ministro do Interior, reconhecido por sua luta contra a corrupção, destacou o advogado.

 

Shehata, que apresentou esta denúncia contra Mubarak no último dia 8 no Tribunal do Centro do Cairo, afirmou que Rushdi ainda está vivo e que seu testemunho será importante para o desenrolar do processo judicial.

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