Richard Drew/AP
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Promotoria investiga suposto acordo extrajudicial no caso de Strauss-Kahn

Segundo jornal, defesa teria sido procurada quando credibilidade da acusadora foi questionada

Efe

19 de agosto de 2011 | 16h27

NOVA YORK - A Promotoria de Nova York investiga se o advogado da mulher que denunciou o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, por tentativa de estupro ofereceu à defesa do político a possibilidade de um acordo civil fora dos tribunais quando a credibilidade da acusadora começou a ser questionada, informou nesta sexta-feira, 19, o The Wall Street Journal.

 

Segundo fontes judiciais citadas pelo jornal, o advogado Kenneth Thompson se reuniu em várias ocasiões com a equipe da defesa de Strauss-Kahn em meados de junho, pouco depois que os promotores começaram a duvidar de Nafissatou Diallo, a imigrante guineana que acusa o francês.

 

"Não se chegou a um acordo", afirmou o jornal, que revelou que Thompson e seu sócio, Douglas Wigdor, prepararam uma minuta extrajudicial para as conversas, que se prolongaram ao longo de 19 dias, período durante o qual os advogados de Diallo proibiram a Promotoria de interrogá-la.

 

Thompson negou essas reuniões ao jornal e ressaltou que a acusação deseja que ocorra um julgamento contra Strauss-Kahn, embora o The Wall Street Journal sustente que os promotores solicitaram ao advogado neste mês que lhes informasse "sobre qualquer tipo de negociação" para se chegar a um pacto civil.

 

Por sua vez, William Taylor, um dos advogados de Strauss-Kahn, disse ao jornal que "seria útil que Thompson fosse honesto sobre o que sucedeu".

 

O economista, de 62 anos, foi detido em 14 de maio, mas foi posto em liberdade vigiada em 1º de julho pelo juiz federal Michael Obus. Uma investigação da defesa revelou que Diallo mentiu em seu pedido de asilo aos Estados Unidos e que ela falou por telefone com um narcotraficante preso para saber "como poderia conseguir dinheiro acusando" o político francês.

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